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Exame de audiologia: tipos, preparo, realização e interpretação
O exame de audiologia é uma avaliação da capacidade de ouvir e de perceber sons e fala.
Ele ajuda a identificar possíveis alterações no sistema auditivo, orientar o acompanhamento da saúde auditiva e apoiar decisões clínicas ou ocupacionais, sempre com interpretação de um profissional habilitado.
A expressão pode abranger diferentes procedimentos, especialmente a audiometria.
A audiometria verifica como a pessoa responde a sons de frequências e intensidades variadas, enquanto uma avaliação auditiva pode envolver também a análise de queixas, histórico de exposição a ruído, comunicação e outros exames complementares, conforme a necessidade identificada.
A CLIMAGEM OCUPACIONAL tem nove anos de atuação e duas unidades em Limoeiro, onde iniciou sua trajetória, e em Carpina, com Medicina do Trabalho, exames diagnósticos e consultas especializadas.
Com atendimento humanizado e pautado por ética, qualidade e respeito, recebe empresas de diferentes portes e segmentos, pacientes particulares e encaminhamentos de clínicas, profissionais de saúde e instituições.
O atendimento reúne exames ocupacionais e complementares no mesmo local, com possibilidade de serviços diretamente nas empresas, conforme disponibilidade e condições técnicas.
Para que serve o exame de audiologia?
A investigação auditiva pode ser indicada para:
- Verificar a capacidade de ouvir sons e compreender a fala;
- Investigar queixas como dificuldade para acompanhar conversas, sensação de ouvido tampado, zumbido ou percepção reduzida de sons;
- Acompanhar alterações auditivas ao longo do tempo;
- Contribuir para ações de prevenção e conservação auditiva;
- Auxiliar avaliações relacionadas à saúde ocupacional, especialmente quando há exposição a ruído ou necessidade de acompanhamento conforme a indicação profissional.
O exame não deve ser confundido com uma consulta otorrinolaringológica.
A audiometria e outros testes auditivos produzem informações sobre a função auditiva, enquanto a consulta médica pode avaliar o ouvido e as possíveis causas dos sintomas, além de definir investigação, tratamento ou encaminhamentos quando necessário.
Em algumas situações, os dois atendimentos podem ser complementares.
A audiometria pode fazer parte de avaliações ocupacionais, como as relacionadas à admissão, ao acompanhamento periódico ou a outras etapas definidas para o trabalhador, mas a necessidade e o tipo de exame dependem do contexto ocupacional e da orientação do serviço responsável.
Um resultado isolado não confirma, por si só, uma doença ou perda auditiva.
Para saber qual avaliação é adequada ao seu caso e quais orientações devem ser seguidas antes do atendimento, é importante consultar diretamente o serviço.
A interpretação deve considerar o histórico da pessoa, os sintomas, a exposição a ruídos e os resultados obtidos em conjunto.
Em caso de alteração percebida na audição, zumbido persistente, dor, secreção, tontura ou dificuldade importante de comunicação, procure avaliação de um profissional de saúde.
Informações de instituições reconhecidas, como a Organização Mundial da Saúde e órgãos oficiais de saúde, podem apoiar a educação em saúde auditiva, mas não substituem uma avaliação individual.
Audiometria tonal e audiometria vocal
A primeira investiga os menores níveis de intensidade sonora que uma pessoa consegue perceber em diferentes frequências; a segunda analisa a capacidade de detectar e compreender sons de fala.
Por isso, os exames não são equivalentes: cada um observa uma dimensão diferente da audição.
A audiometria pode ajudar na investigação de queixas auditivas, no acompanhamento da saúde do ouvido e em avaliações ocupacionais, sempre com interpretação de profissional habilitado.
Comparação entre audiometria tonal e audiometria vocal
| Modalidade | O que avalia | Como contribui para a avaliação |
|---|---|---|
| Audiometria tonal liminar | Os limiares auditivos para diferentes frequências e intensidades sonoras | Ajuda a identificar o nível mínimo em que tons puros são percebidos por cada ouvido |
| Audiometria vocal | A detecção e a compreensão de estímulos de fala | Verifica como a pessoa reconhece e entende palavras ou outros sinais de fala em condições controladas |
Audiometria tonal liminar: avaliação dos limiares auditivos
Na audiometria tonal liminar, são apresentados tons puros em diferentes frequências, geralmente por meio de fones ou outros transdutores apropriados.
A pessoa sinaliza cada vez que percebe o som, mesmo quando ele é muito fraco.
A partir dessas respostas, são registrados os limiares auditivos, que correspondem aos menores níveis de intensidade percebidos em cada frequência testada.
A avaliação pode considerar a condução aérea e, quando indicada pelo profissional, a condução óssea.
Essa comparação ajuda a analisar como o som percorre estruturas relacionadas ao ouvido externo, ao ouvido médio e ao ouvido interno.
O resultado costuma ser representado em um audiograma, com informações separadas para o ouvido direito e o ouvido esquerdo.
O exame tonal é útil para observar a sensibilidade auditiva para sons de diferentes frequências.
Entretanto, ele não informa sozinho como a pessoa compreende a fala em situações reais, pois perceber um tom não é o mesmo que reconhecer palavras.
Audiometria vocal: compreensão da fala
Na audiometria vocal, o estímulo principal está relacionado à fala.
O profissional pode apresentar palavras, sílabas ou outros estímulos padronizados e registrar se a pessoa consegue detectá-los, reconhecê-los ou compreendê-los, conforme o objetivo da avaliação e o protocolo utilizado.
Essa modalidade acrescenta uma informação funcional importante: como o sistema auditivo responde a sons complexos, especialmente os relacionados à comunicação.
A compreensão da fala depende de fatores como frequência, intensidade sonora, clareza do estímulo, condições do ambiente e características individuais do paciente.
Por isso, uma pessoa pode apresentar limiares tonais alterados e ainda ter diferentes níveis de desempenho na compreensão da fala.
Da mesma forma, a audiometria vocal não substitui a análise dos limiares para frequências específicas.
A interpretação adequada considera os dois resultados em conjunto, além da história clínica e das queixas apresentadas.
Por que os exames tonal e vocal não são iguais?
A audiometria tonal responde principalmente à pergunta: qual é o som mais fraco que a pessoa consegue perceber em determinada frequência?
A audiometria vocal responde a outra questão: como a pessoa detecta e compreende estímulos de fala apresentados em condições controladas?
Essa diferença explica por que os testes se complementam.
O exame tonal fornece um mapa da sensibilidade auditiva para frequências selecionadas, enquanto o exame vocal aproxima a avaliação da função de comunicação.
Nenhum resultado deve ser analisado de forma isolada ou usado para autodiagnóstico.
Como o exame de audiologia é realizado
O exame de audiologia, especialmente quando inclui a audiometria, é realizado em etapas para avaliar como a pessoa percebe diferentes sons e, quando indicado, como compreende a fala.
O fluxo pode variar conforme o objetivo da avaliação, a idade do paciente, os sintomas relatados e o protocolo definido pelo profissional habilitado.
Passo a passo da audiometria
- Orientação inicial: O profissional explica o procedimento, confirma informações relevantes sobre a saúde auditiva e esclarece como o paciente deverá responder aos estímulos sonoros.
- Preparação para o teste: O paciente é acomodado em um ambiente apropriado para a avaliação, que pode ser uma cabine acústica ou outro local preparado para reduzir interferências externas.
- Uso do audiômetro e dos fones: São utilizados equipamentos próprios para apresentar sons controlados. Dependendo da etapa, os estímulos podem ser transmitidos por fones ou por outros transdutores adequados ao exame.
- Apresentação dos estímulos sonoros: O audiômetro emite sons com diferentes frequências e intensidades. O objetivo é identificar como o paciente percebe esses estímulos.
- Respostas do paciente: Sempre que ouvir um som, a pessoa deve responder conforme a orientação recebida, mesmo que o estímulo seja muito baixo. A resposta pode ser dada ao apertar um dispositivo, levantar a mão ou utilizar outro sinal combinado com o profissional.
- Avaliação da fala, quando indicada: Em determinadas avaliações, podem ser apresentadas palavras ou frases para verificar a detecção e a compreensão da fala, seguindo o método escolhido pelo profissional.
- Registro dos resultados: As respostas são registradas pelo equipamento e organizadas em um resultado audiométrico. A interpretação deve considerar o conjunto dos achados e o histórico individual, e não apenas uma resposta isolada.
O que acontece durante o atendimento
A colaboração do paciente é importante para a qualidade da avaliação.
O teste não exige que a pessoa adivinhe quando deve responder: basta seguir as instruções e informar ao profissional caso tenha dificuldade para ouvir, compreender a tarefa ou permanecer na posição orientada.
A duração é variável.
Ela pode depender das modalidades realizadas, da necessidade de repetir alguma etapa, da idade do paciente, do objetivo do exame e da qualidade das respostas obtidas.
Por isso, não é adequado definir um tempo único para todos os atendimentos.
O ambiente de teste deve favorecer a concentração e diminuir a influência de ruídos externos.
Ainda assim, se o paciente perceber sons, desconforto, falhas de comunicação ou qualquer dúvida durante o procedimento, deve avisar imediatamente.
Esclarecer a dúvida no momento adequado ajuda a evitar respostas inadequadas e reduz a ansiedade.
Checklist para o paciente
- Ouça atentamente as orientações antes do início.
- Responda somente de acordo com o que foi combinado com o profissional.
- Avise se não entender a instrução ou se tiver dificuldade para permanecer na posição indicada.
- Informe se houver desconforto com fones ou outros dispositivos utilizados.
- Comunique qualquer percepção de ruído externo que possa atrapalhar a concentração.
- Não tente antecipar os sons nem compare suas respostas com as de outras pessoas.
- Pergunte como o resultado será disponibilizado e quem deverá interpretá-lo.
Atenção: A audiometria é um teste colaborativo.
Se você não compreender uma etapa, não hesite em pedir uma nova explicação.
O profissional pode orientar como proceder sem que isso signifique, por si só, alteração na audição.
Conforme a proposta apresentada pela empresa, o atendimento busca ser humanizado e ágil.
O resultado do exame não deve ser interpretado isoladamente nem utilizado para autodiagnóstico.
Quando houver queixas auditivas, exposição a ruído, necessidade ocupacional ou alteração identificada, a análise por profissional habilitado é essencial para relacionar os achados ao histórico e definir a orientação adequada.
Preparo para a audiometria e cuidados antes do atendimento
A preparação para a audiometria pode variar conforme o objetivo do exame, o histórico do paciente e o protocolo adotado pelo serviço.
Em geral, é importante comparecer com atenção às orientações recebidas e informar qualquer situação que possa influenciar a avaliação da audição.
Checklist de preparo
- Confirme previamente com o serviço se há alguma orientação específica para o atendimento.
- Informe se houve exposição recente a ruído intenso ou contínuo, especialmente em atividades profissionais.
- Comunique sintomas como zumbido, sensação de ouvido tampado, dificuldade para compreender a fala, dor ou redução da audição.
- Informe se utiliza aparelho auditivo ou outro dispositivo relacionado à audição.
- Leve informações sobre exames auditivos anteriores, quando disponíveis.
- Avise sobre alterações recentes na saúde, infecções, traumas ou outras ocorrências que possam ter relação com a audição.
- Chegue preparado para seguir as instruções do profissional durante o teste e esclarecer qualquer dúvida antes do início.
Repouso auditivo e exposição a ruído
Em algumas situações, o serviço pode recomendar repouso auditivo antes da audiometria, principalmente quando houve exposição a ruído ocupacional, música em volume elevado, máquinas, shows ou outras fontes sonoras intensas.
Essa orientação não deve ser tratada como uma regra universal: a necessidade, a duração e os cuidados aplicáveis dependem do objetivo do exame e do protocolo do atendimento.
Quando possível, informe ao profissional se esteve exposto a ruído antes da avaliação.
Esse dado ajuda a contextualizar o resultado e pode ser relevante para a análise da saúde auditiva, especialmente em pessoas que trabalham em ambientes ruidosos.
Uso de aparelho auditivo
Se você utiliza aparelho auditivo, informe essa condição ao serviço no momento do agendamento ou antes do exame.
Pergunte se deve comparecer utilizando o dispositivo e como ele será considerado durante a avaliação.
Não interrompa o uso por conta própria sem receber uma orientação específica.
O aparelho auditivo pode fazer parte das informações necessárias para compreender a queixa auditiva e organizar o atendimento.
A conduta adequada depende do tipo de avaliação, do dispositivo utilizado e da orientação do profissional habilitado.
O que informar sobre sintomas e histórico
Relate quando a dificuldade auditiva começou, se ocorre em um ou nos dois ouvidos e em quais situações ela é mais percebida.
Também é útil mencionar zumbido, tontura, secreção, dor, sensação de pressão, exposição a ruído e mudanças na compreensão da fala.
Essas informações não substituem o exame nem permitem um autodiagnóstico.
Elas ajudam a equipe a interpretar a avaliação dentro do contexto individual e a identificar quando pode ser necessária orientação complementar.
Confirme as instruções antes do atendimento
As recomendações de preparo podem mudar conforme a finalidade da audiometria, a exposição a ruído, o uso de aparelho auditivo e as condições de saúde informadas.
Como entender o resultado da audiometria
O resultado da audiometria é registrado principalmente em um audiograma, um gráfico que relaciona as frequências dos sons aos limiares auditivos identificados em cada ouvido.
Essa representação ajuda o profissional habilitado a avaliar como a pessoa percebe diferentes sons, mas não deve ser interpretada isoladamente nem usada para autodiagnóstico.
O que aparece em um audiograma
- Frequências: Indicam a altura do som, geralmente expressa em hertz (Hz). Sons de frequência mais baixa são percebidos como graves; os de frequência mais alta, como agudos.
- Decibéis: Representam a intensidade necessária para que um som seja percebido durante o teste. O valor registrado não corresponde simplesmente ao volume de uso cotidiano.
- Limiar auditivo: É o nível mínimo de intensidade em que a pessoa responde à presença de determinado som em uma frequência específica.
- Ouvido direito e ouvido esquerdo: Os resultados são identificados separadamente, permitindo observar se há diferenças entre os lados.
- Condução aérea: Avalia a percepção do som conduzido pelo ouvido externo e médio até o ouvido interno, geralmente com fones ou dispositivos de teste.
- Condução óssea, quando aplicável: Utiliza a vibração dos ossos do crânio para investigar a resposta do ouvido interno, contribuindo para diferenciar possíveis padrões de alteração auditiva.
- Discriminação ou compreensão vocal: Verifica como a pessoa reconhece palavras ou outros estímulos de fala em condições controladas. Essa etapa complementa a avaliação dos tons puros.
Como fazer uma leitura introdutória
Em termos gerais, o audiograma permite comparar os limiares auditivos entre diferentes frequências e entre os dois ouvidos.
Uma resposta semelhante ao longo do gráfico pode indicar um padrão diferente de uma resposta que varia bastante conforme a frequência.
Também pode haver diferença entre os resultados de condução aérea e óssea, quando ambas são avaliadas.
Esses padrões são apenas descrições do registro.
A classificação de uma possível perda auditiva, sua causa, evolução e necessidade de acompanhamento dependem da análise do exame completo, da história clínica, dos sintomas, da exposição a ruído, da idade e de outras informações relevantes.
Glossário rápido
- Audiograma: Gráfico que apresenta os limiares auditivos por frequência.
- Frequência: Característica relacionada à altura do som, expressa em hertz.
- Decibel: Unidade usada para representar a intensidade sonora ou o nível de apresentação do estímulo.
- Limiar auditivo: Menor intensidade em que um estímulo é percebido durante o teste.
- Condução aérea: Avaliação da resposta auditiva com o som chegando pelo caminho natural da audição.
- Condução óssea: Avaliação realizada por vibração, quando indicada no protocolo do exame.
- Discriminação vocal: Capacidade de reconhecer ou compreender estímulos de fala apresentados no teste.
Exemplo conceitual, sem valor diagnóstico
Imagine um audiograma em que os registros dos dois ouvidos sejam próximos nas frequências avaliadas, mas apresentem diferenças em uma faixa específica.
Esse desenho pode ser descrito como uma variação entre frequências, porém não permite concluir sozinho se existe perda auditiva, qual é sua causa ou qual conduta deve ser adotada.
Da mesma forma, um resultado diferente entre ouvido direito e ouvido esquerdo pode exigir investigação complementar, mas o significado clínico dessa diferença depende do conjunto de dados.
O profissional pode considerar o tipo de resposta, a qualidade da participação no exame, a compreensão vocal e o histórico da pessoa antes de formular uma conclusão.
Por que a interpretação profissional é necessária
A audiometria é uma parte da avaliação auditiva.
A interpretação adequada deve correlacionar o audiograma com queixas como dificuldade para compreender a fala, zumbido, sensação de ouvido tampado, exposição ocupacional a ruído, histórico de infecções, uso de medicamentos e outros fatores clínicos.
Por isso, não é seguro comparar apenas um número, aplicar tabelas encontradas na internet ou concluir a existência de uma doença com base em um gráfico isolado.
A análise deve ser feita por profissional habilitado, considerando referências técnicas reconhecidas e, quando necessário, outros exames ou avaliação médica.
O resultado individual deve ser analisado pelo profissional responsável pelo atendimento, sem interpretação genérica atribuída à empresa.
Atenção: Um audiograma não substitui uma avaliação clínica.
Em caso de perda auditiva percebida, zumbido persistente, dor, secreção, tontura ou piora súbita da audição, procure orientação profissional para definir a investigação adequada.
Importância da audiometria na saúde ocupacional e em diferentes fases da vida
A audiometria contribui para avaliar a capacidade de ouvir, acompanhar mudanças auditivas e orientar medidas de prevenção.
Embora seja muito associada à saúde ocupacional, o exame também pode ser indicado em diferentes fases da vida, conforme sintomas, histórico de exposição a ruído, faixa etária e avaliação de um profissional habilitado.
Na saúde ocupacional
Em ambientes com exposição a ruído, a audiometria pode integrar estratégias de monitoramento auditivo e conservação da audição.
A comparação entre avaliações realizadas em momentos diferentes, quando indicada e conduzida conforme critérios técnicos, pode ajudar a identificar alterações que mereçam investigação.
No contexto do trabalho, o exame pode ser solicitado em avaliações ocupacionais como admissional, periódico, mudança de função, retorno ao trabalho ou demissional.
A necessidade, a periodicidade e os procedimentos aplicáveis não são iguais para todos os trabalhadores: dependem das características da atividade, dos riscos ocupacionais identificados, das orientações do serviço de saúde ocupacional e das normas vigentes.
A audiometria não substitui a análise do ambiente de trabalho.
A prevenção também pode envolver identificação e controle das fontes de ruído, medidas coletivas e administrativas, orientação aos trabalhadores e uso adequado de proteção auditiva quando indicado.
A empresa deve buscar orientação especializada para estruturar suas ações de conservação auditiva de acordo com os riscos existentes.
A realização do exame em um serviço de diagnóstico não elimina a necessidade de interpretação profissional nem substitui as medidas preventivas adotadas no ambiente laboral.
Em crianças
Na infância, a avaliação auditiva pode ser importante quando há preocupação com a resposta aos sons, desenvolvimento da fala e da linguagem, histórico clínico relevante ou dificuldade de aprendizagem que possa estar relacionada à audição.
A escolha do método depende da idade, da colaboração da criança e da indicação profissional.
Nem toda dificuldade de comunicação ou de desempenho escolar decorre de perda auditiva.
Por isso, o resultado deve ser relacionado ao desenvolvimento, ao histórico da criança e, quando necessário, a outras avaliações.
Pais e responsáveis devem procurar orientação profissional diante de dúvidas persistentes.
Em adultos
Para adultos, a audiometria pode ser considerada quando existem queixas como dificuldade para compreender a fala, necessidade de aumentar o volume de dispositivos, sensação de ouvido tampado, zumbido ou histórico de exposição a ruído.
Também pode fazer parte do acompanhamento de condições clínicas, sempre conforme indicação individual.
Pessoas que trabalham em locais ruidosos devem informar sua rotina ocupacional e qualquer mudança percebida na audição.
A avaliação pode ajudar a diferenciar uma queixa pontual de uma alteração que precisa de investigação, mas não permite concluir a causa isoladamente.
Em idosos
Com o avanço da idade, algumas pessoas apresentam redução gradual da audição, o que pode afetar a comunicação, a participação social e a autonomia.
A avaliação auditiva pode contribuir para reconhecer essa dificuldade e orientar os próximos passos, especialmente quando familiares percebem que a pessoa pede repetições com frequência ou não acompanha conversas em ambientes com ruído.
A audiometria deve ser interpretada junto de informações sobre saúde geral, medicamentos, histórico auditivo e impacto funcional.
Quando necessário, o profissional poderá recomendar avaliação complementar ou encaminhamento para investigação especializada.
Quando buscar avaliação
Procure orientação profissional se houver perda auditiva percebida, zumbido persistente, dificuldade para compreender a fala, exposição ocupacional relevante a ruído ou necessidade de acompanhamento indicado em uma avaliação anterior.
Em situações súbitas, associadas a dor intensa, secreção, tontura importante ou outros sintomas preocupantes, a busca por atendimento deve ser prioritária.
A audiometria é uma ferramenta de avaliação e acompanhamento, não um diagnóstico completo por si só.
O resultado deve ser analisado por profissional habilitado e relacionado à história clínica, às queixas, à exposição sonora e ao exame adequado.
Converse sobre a avaliação audiológica indicada
Apresente à equipe a solicitação de exame de audiologia e consulte os procedimentos disponíveis.
Informe quais avaliações já foram realizadas, para esclarecer o encaminhamento e o preparo da etapa solicitada.
Dúvidas sobre exame de audiologia
A audiometria tonal avalia a compreensão de palavras?
Não diretamente.
Ela avalia a percepção de tons puros em diferentes frequências e intensidades.
A compreensão de palavras é investigada principalmente pela audiometria vocal, quando indicada.
A audiometria vocal substitui a audiometria tonal?
Não.
A audiometria vocal complementa a tonal, mas não fornece as mesmas informações sobre os limiares auditivos de cada frequência.
Os dois exames podem ser solicitados em uma avaliação ocupacional?
A necessidade e a combinação dos exames dependem da finalidade da avaliação, das características da atividade, da exposição a ruído, das queixas e da indicação do profissional responsável.
Em Medicina do Trabalho, a audiometria pode integrar avaliações ocupacionais conforme o contexto aplicável.
O resultado pode ser interpretado pelo próprio paciente?
A leitura inicial de um audiograma pode ser compreendida com orientação, mas a conclusão deve ser feita por profissional habilitado.
É necessário relacionar os achados com sintomas, histórico de exposição sonora, exame clínico e demais informações disponíveis.
Como fornecem informações diferentes, os resultados devem ser analisados em conjunto por profissional habilitado.
É necessário ficar em silêncio antes da audiometria?
Não existe uma exigência única para todas as avaliações.
Dependendo do caso, o serviço pode recomendar repouso auditivo ou cuidados específicos relacionados à exposição a ruído.
Confirme a orientação diretamente com o local onde o exame será realizado.
Posso fazer audiometria depois de trabalhar em um ambiente barulhento?
Isso depende do tempo e da intensidade da exposição, além do objetivo do exame.
Informe o ocorrido ao profissional e siga a orientação recebida.
Em avaliações relacionadas à saúde ocupacional, o histórico de exposição a ruído é especialmente importante.
Preciso retirar o aparelho auditivo antes do atendimento?
Não tome essa decisão sem orientação.
Informe que utiliza o aparelho e confirme como deverá comparecer ao exame.
Preciso levar exames anteriores?
Quando disponíveis, resultados anteriores podem contribuir para o acompanhamento da audição.
Pergunte ao serviço se é recomendado apresentá-los no atendimento.
O que fazer se eu estiver com dor ou ouvido tampado?
Comunique os sintomas antes do exame.
A equipe poderá orientar sobre a melhor conduta para aquela situação, sem que o paciente tente interpretar ou tratar a causa por conta própria.
Trabalhador exposto a ruído: A atividade envolve máquinas, ferramentas, música amplificada, trânsito ou outra fonte sonora intensa?
Informe o tempo e a frequência dessa exposição ao serviço responsável.
Empresa: Os exames ocupacionais estão relacionados aos riscos identificados nas funções?
A organização deve buscar orientação em Medicina do Trabalho e consultar as exigências oficiais aplicáveis ao seu contexto.
Responsável por uma criança: Houve mudança na resposta aos sons, na fala ou na comunicação?
Registre as situações observadas e compartilhe-as durante a avaliação.
Adulto com queixa auditiva: A dificuldade ocorre em todos os ambientes ou principalmente em locais barulhentos?
Essa informação ajuda o profissional a compreender o impacto funcional.
Pessoa idosa: A dificuldade interfere em conversas, telefone, televisão ou atividades cotidianas?
A avaliação deve considerar tanto o resultado do exame quanto a experiência da pessoa.